Pequeno mamífero roedor originário dos Andes, ao norte do Chile e Argentina e sul do Peru e Bolívia, quase extinto em seu ambiente natural, foi preservado devido à criações iniciadas na década de 20, nos Estados Unidos. Pesando cerca de 550 gramas quando adulta e medindo aproximadamente 35 cm., tem pelos extremamente finos, sedosos e brilhantes, porém resistentes, formando uma pele densa e quente, relativamente leve, cujas características peculiares lhe asseguram extraordinária beleza e posição invejável entre as mais disputadas pelos principais peleteiros mundiais.

Atualmente, o mercado absorve peles de boa qualidade de animais standard, caracterizado por um dorso escuro das orelhas ao rabo, laterais cinza e barriga branca e, de animais da mutação black-velvet, caracterizado por uma pelagem extremamente escura, cobrindo toda cabeça até o rabo, descendo nas laterais quase totalmente, com uma estreita faixa de cor cinza escuro e barriga branca. Tamanho e conformação, tonalidade e pureza de cor, densidade e sedosidade, bem como a altura do pelo, determinam a qualidade de uma chinchila e conseqüentemente o valor de sua pele no mercado

LOCAL PARA CRIAR

A chinchila deve ser criada em local limpo, seco, com boa ventilação e que possa ser climatizado quando a temperatura interior atingir 28 graus centígrados. Portanto, uma pequena peça pode ser adaptada para iniciar-se uma criação, sendo que um local com 10 a 12 metros quadrados, por exemplo, comporta até 100 animais, porém, o aumento do plantel, visando uma atividade mais comercial, exigirá instalações com maior capacidade e características próprias.

Os animais são alojados em gaiolas individuais, de arame galvanizado, colocadas lado a lado e sobrepostas em 4 ou 5 andares. Cada gaiola mede, aproximadamente, 32 cm, de largura, 40cm, de altura e 50 cm, de profundidade com um fundo em forma de gaveta onde é colocada a maravilha (viruta, pequenas lascas de madeira da plaina), sempre de pinus para absorver os dejetos e servir de cama para chinchila.

REPRODUÇÃO

As chinchilas são criadas em plantéis poligâmicos, chamados de famílias, formadas por seis fêmeas e um macho, o qual tem acesso a todas elas através de um corredor que interliga as gaiolas das fêmeas, as quais estão dispostas em uma mesma fileira. Para o início de uma criação comercial é necessário no mínimo uma família, que irá se reproduzir aumentando o plantel. A vida reprodutiva do chinchila ocorre durante os 8 meses e 10 anos de idade, o período de gestação é de 111 dias, cada fêmea tem 2 partos por ano, com 2 filhotes por parto, em média. O desmame dos filhotes é feito por volta dos 45 dias de vida.

ALIMENTAÇÃO

Bastante econômica, a alimentação da chinchila consiste em cerca de 30 gramas de ração balanceada específica para a espécie, ministrada diariamente, um pouco de alfafa fenada e uma complementação vitamínica à base de cereais, formulada pelo próprio criador. A água é fator importante pois deve ser oferecida permanentemente, sempre fresca e de boa qualidade (potável).

HIGIENE

Para manter a higiene que a chinchila aprecia e necessitam, a maravalha das gaiolas deve ser trocada no mínimo uma vez por semana e que lhe seja administrado, em dias alternados, o banho com pó de mármore (calcáreo de boa qualidade). Para isto, as gaiolas são equipadas com pequenas plataformas onde é colocado o pó, para que a chinchila, rolando-se nesse pó, refresque-se, retirando a oleosidade e o excesso de pelos mortos.

SAÚDE

A chinchila não é propensa a epidemias e os eventuais distúrbios são normalmente tratados com sucesso, tendo em vista a sua relativa resistência à doenças, desde que sejam respeitadas as condições de alimentação, ventilação, temperatura e higiene, evitando-se que o estresse baixe suas defesas orgânicas.

PRODUÇÃO DE PELES

Os animais são abatidos entre 10 e 12 meses de idade, pelo próprio criador, cuja pele que estaqueada e seca, fica em freezer, até juntar um lote para enviar ao curtume. A pele curtida está pronta para a venda. A ASBRACHILA coordena e divulga, entre os associados, as vendas públicas de peles que ocorrerão durante o ano, em dia e local previamente agendado, para que os produtores vendam diretamente aos compradores internacionais, negociando, individualmente, preços e condições. Toda a produção é exportada para países da Europa, América do Norte e Ásia.

ATENÇÃO

A peculiaridade que torna a criação de chinchilas tão atraente do ponto de vista comercial é que todo o produto efetivamente de qualidade tem colocação garantida no mercado, mas o interessado nessa atividade deve ficar atento para não se deixar iludir com frases do tipo – Quase nada de trabalho e grandes lucros em pouco tempo, Pode-se colocar em qualquer lugar, Nunca adoece, Fique rico rapidamente, etc. estas frases são características de desonestos que estão interessados somente no dinheiro fácil, vendendo chinchilas de baixa qualidade, sem garantias e assistência técnica, desaparecendo logo após a venda, deixando o novo criador desorientado.

Para que isso não ocorra, recomendamos que os interessados adquiram plantéis apenas de cabanhas filiadas a ASBRACHILA, onde terão garantidas a qualidade, seriedade, ética e assistência técnica competente.

A criação de chinchilas é uma atividade produtiva como qualquer outras, sendo portanto rentável, embora a médio e a longo prazos, mas desde que tenha sido iniciada com reprodutores geneticamente selecionados e receba acompanhamento técnico profissional. As peles no Rio Grande do Sul, atualmente, estão cotadas em média a 24 dólares a unidade, mas estes valores variam de 20 a 80 dólares, dependendo da qualidade dos animais e do manejo a que foram submetidos, bem como da apresentação final do produto na hora da venda. O custo de produção de uma pele pronta para a venda fica em torno de 16 dólares. Uma cabanha com 400 matrizes produz cerca de 1200 a 1400 peles por ano.

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